A MULHER NA JANELA

            O jovem autor americano A. J. Finn rapidamente se tornou conhecido quando seu livro A Mulher na Janela ficou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal New York Times. O sucesso era inesperado já que A Mulher na Janela é seu primeiro livro.

               A. J. Finn é o pseudônimo do ex crítico literário Dan Mallory que, ao tirar uma licença em virtude de uma depressão, resolveu escrever um livro bem parecido com os filmes de suspense que ele adorava. O próprio título A Mulher na Janela é uma alusão clara à Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock. Além disso, Dan trabalhava como editor da obra de Agatha Christie, o que comprova seu conhecimento em narrativas com mistérios a serem resolvidos.

          Trata-se de um livro de suspense ou um thriller, como alguns preferem chamar, que conta a história de uma mulher que fica grande parte de seu dia na janela observando a vida dos vizinhos. Com a lente de uma câmera fotográfica, que ela pode dar zoom e aproximar bastante a cena, Anna Fox, o nome da protagonista, é capaz até de ver dentro da casa desses vizinhos e, claro, acompanhar os passos das pessoas. Ela passa a conhecer a rotina de cada família.

          Imagino que Fox, o sobrenome da protagonista, que em inglês significa raposa, foi uma tentativa do autor em dar algumas características à sua personagem como astúcia e inteligência, por exemplo. Características que já apareciam nas fábulas de La Fontaine e que a protagonista vai demonstrar ao longo do romance.

             Anna Fox mora sozinha e, durante a narrativa, nós, leitores, vamos descobrir o porquê dela sofrer de síndrome de pânico que a impede de sair à rua. Ela só recebe a visita de seu analista e de uma fisioterapeuta. Todo o resto ela faz pelo computador ou pelo telefone como comprar comida ou remédios, por exemplo.

           Um dia, ao espiar os novos vizinhos, Anna vê ou pensa que vê um assassinato e, a partir daí, a história se desenrola. Tentar desvendar esse mistério torna-se uma obsessão para Anna, o que não é fácil, já que ela não sai à rua.

        Não é um enredo muito original, mas é um livro correto, bem escrito. Traz todos os elementos do suspense e prende o leitor, por isso já vendeu mais de um milhão de exemplares e foi lançado em cerca de quarenta países.

          Também é bastante imagético, com cenas que ficariam muito bem na telona, o que significa que desde o começo tinha grandes chances de se transformar em um roteiro de cinema, o que já está acontecendo. O livro está sendo adaptado pelos estúdios da 20th Century Fox. Outra coincidência com o nome Fox.

          Ao que tudo indica, ainda vamos ouvir falar muito de A. J. Finn

Vídeo-resenha: https://www.youtube.com/watch?v=yLhTEw67ikk

FICHA TÉCNICA

Título Original – The Woman on the Window

Edição Original – 2018

Edição utilizada nessa resenha – 2018

Editora Arqueiro – São Paulo

Número de páginas – 350