top of page

A ÚLTIMA CRÔNICA

          A última crônica do ano.

          Há anos, escrevo a última crônica do ano.

       Gosto do clima de encerramento, ele sempre me dá o gostinho de oportunidade. Vai ser um novo ano. Poderei fazer tudo diferente. Será?

        A verdade é que pouca coisa muda de um ano para o outro. Claro que há rompimentos, quando mudamos de emprego, quando alguém próximo se vai, quando viajamos para um destino inesperado, mas as grandes mudanças não ocorrem todos os anos. Os anos são mais comuns do que incomuns.

        2025 foi um bom ano para o Brasil. Os números, mesmo tímidos, mostram melhoras nas condições de vida de nosso povo. Também foi um ano bom para mim. Fiz coisas empolgantes, viajei para lugares diferentes, conheci pessoas que me alegraram, aprendi e ensinei, mas, principalmente, pude continuar fazendo o que eu mais gosto e continuar convivendo com gente de que tanto gosto. O mesmo, o comum é o que me preenche o dia a dia de cada ano.

        De toda forma, a perspectiva de encerrar um ciclo e recomeçar é revigorante. Vista branco, pule 7 ondas, coma doze uvas ou lentilhas, dê uma volta na mesa com uma mala vazia, mas, principalmente, telefone ou mande mensagem para aquele alguém que está longe, beije e abrace quem você ama e torça para que ele ou ela esteja ao seu lado, seja ele ou ela quem for, por mais trezentos e sessenta e cinco dias.

        Entre o ano com os dois pés porque a beleza do mundo é sermos inteiros e estarmos prontos para receber o novo e manter o antigo que nos aquece a alma. Meu desejo de ano novo, para mim e para você, é que alguma coisa sempre mude para melhor, mas o que é o mais importante continue sendo o mais importante.

SP 30/12/2025

bottom of page