O GRANDE GATSBY

          Um dos maiores sucessos do cinema nasceu de um livro e não de um roteiro escrito exclusivamente para ser filmado. O Grande Gatsby é o livro mais famoso do escritor Scott Fitzgerald que, por sua vez, também foi um dos mais importantes escritores norte-americanos. Fitzgerald fazia parte da chamada geração perdida da literatura dos EUA. É a geração que lutou na primeira grande guerra e o termo "perdida" foi empregado no sentido de que depois da guerra esses jovens ficaram meio perdidos, sem saber que direção tomar. Era uma geração de escritores norte-americanos que depois da guerra foram morar em Paris como Hemingway, Ezra PoundT. S. Eliot e o próprio Fitzgerald, entre outros.

         Um tema comum e comumente empregado por esses escritores em seus romances, foi a futilidade dos ricos norte-americanos e sua decadência que vai ocorrer com a quebra da bolsa em 1929. O Grande Gatsby também tem como foco a inconsequência dos ricos e como as pessoas em sua volta sofrem com essa inconsequência. Há uma sensação de impunidade, como se os ricos jamais fossem penalizados por seus atos.

          O romance foi publicado em 1925, nos loucos anos 20 e fala do amor de um rapaz pobre que faz de tudo para enriquecer e conquistar o amor de Daisy, uma jovem milionária. Esse rapaz é Jay Gatsby que ninguém fica sabendo ao certo como ele ganhou tanto dinheiro para, inclusive, comprar uma mansão em uma baía de Long Island, perto de Manhattan, bem em frente da casa de sua amada que não esperou que ele enriquecesse e se casou com outro, também milionário como ela.

          Gatsby dava muitas festas, lotadas de desconhecidos que simplesmente iam chegando. Na verdade, ele dava essas festas na esperança de que, pela proximidade, algum dia sua amada fosse a elas. Essas festas lembram muito o estilo de vida que o escritor e sua mulher Zelda, também escritora e dançarina, levavam. Festas e muita bebedeira. Uma vez Fitzgerald disse: “Às vezes, não sei se eu e Zelda existimos de fato ou se somos personagens de um de meus romances”, tamanho o aparente glamour e superficialidade das suas vidas.

          A história de O Grande Gatsby é vista pelo olhar do jovem Carraway, que é vizinho de Gatsby, mas, apesar da vizinhança mora em uma casa simples e é também primo distante de Daisy. É através de Carraway que o autor faz a crítica aos ricos que se acham superiores quando, por exemplo, o marido milionário de Daisy diz “Compete a nós, que pertencemos à raça dominante, estar atentos; essas outras raças dominarão o mundo. E Daisy completa dizendo que precisamos derrotá-las. Essa colocação racista era comum por essa classe milionária e, ao colocá-la no livro, o autor quer justamente fazer a crítica, quer que o leitor fique indignado e que isso ajude a derrotar esse  pensamento da classe dominante.

          Além de O Grande Gatsby, Fitzgerald também é o autor de outros sucessos que foram levados ao cinema como Suave é a Noite e O curioso caso de Benjamin Button. Mesmo achando o cinema degradante, o escritor mudou-se para Hollywood, onde trabalhou como roteirista e onde morreu com apenas 44 anos, de um ataque cardíaco, com muitos problemas de saúde devido ao alcoolismo.

Vídeo-resenha: https://www.youtube.com/watch?v=jSFcA5gDDKk

FICHA TÉCNICA

Título Original – The Great Gatsby

Edição Original – 1925

Edição utilizada nessa resenha – 1980

Editora Abril – São Paulo

Número de Páginas – 222