SHERLOCK HOLMES

          Não há um adulto que não conheça o famoso detetive inglês Sherlock Holmes. É o típico caso em que o personagem se tornou mais conhecido do que o seu autor, o escritor escocês Arthur Conan Doyle.

            Doyle era médico e começou a escrever as aventuras de Sherlock Holmes inspirado em um professor da faculdade de medicina chamado Dr. Bell, que possuía um surpreendente método de dedução e análise. O jovem Doyle lutou muito para ver sua primeira história publicada, mas, quando isso aconteceu, não parou mais. Tanto que abandonou a medicina para se tornar apenas escritor.  

          O primeiro romance que introduz o excêntrico detetive e também o seu auxiliar, Watson, chamado Um estudo em vermelho, é de 1887. Nessa primeira história, ambos são apresentados por um amigo em comum e vão dividir um apartamento, o famoso endereço em Londres da rua Baker, ou Baker Street, 221B, onde hoje funciona um museu em homenagem a Sherlock Holmes.

        Watson, que como Doyle também era médico, é quem vai escrever as histórias de Holmes que o tornarão famoso. Desde que o conhece, Watson fica impressionado com a capacidade de observação e de dedução de seu novo amigo. E Holmes tenta, o tempo todo, demonstrar a Watson como ele elabora o seu pensamento e como chega em conclusões tão exatas que surpreendem a todos, especialmente à polícia que, frequentemente, recorre aos seus ensinamentos.

          Além da inteligência privilegiada, Sherlock Holmes era também um mestre do disfarce, chegando a enganar até seu melhor amigo, Dr. Watson.

              Em 1893, Conan Doyle desejava escrever outras coisas e resolveu matar seu personagem famoso no conto chamado “O problema final”, mas a reação e a pressão do público foram tão grandes que ele cedeu e foi obrigado a ressuscitar Holmes, anos depois, no conto “A casa vazia”.

            Curiosamente, duas marcas de Sherlock, a expressão: elementar, meu caro Watson e o cachimbo torto não aparecem nos livros, foram marcas criadas nas adaptações para o teatro. Peças de teatro e inúmeros filmes também ajudaram a construir a fama do mais conhecido detetive da literatura.

              Algumas pessoas dizem que o personagem Dr. House da série de TV foi inspirado em Sherlock Holmes já que ambos são inteligentes, adoram um dilema difícil e moram no 221B. Se você conhece Dr. House e ler as incríveis história de Sherlock vai mesmo achar muitos pontos em comum.

           Algo que me surpreendeu é que, apesar das histórias terem sido criadas nos final do século XIX e início do XX, elas não trazem um linguajar antigo. Creio que foi um bom trabalho de tradução. O lançamento em caixa da editora Harper Collins traz a obra completa, tanto as novelas como os contos de Sherlock Holmes, o que permite que se tenha a dimensão exata da obra.

Vídeo-resenha: https://www.youtube.com/watch?v=sob0YbIKfk0

 

FICHA TÉCNICA

 

Título Original – The Case Book of Sherlock Holmes

Edição Original – 1927

Edição utilizada nessa resenha: 2016

Editora: HarperCollins Brasil – Rio de Janeiro

Páginas: 4 volumes de aproximadamente 400 páginas cada